Para alguns de nós, existem verdades absolutas, as quais não questionamos e nem analisamos.
Mas me pergunto, porque são absolutas?
Não são flexíveis?
O que para nós hoje é certo, amanhã não poderá passar a ser errado?
Porque essa dureza na forma de pensar?
Será que são crenças incutidas em nossas mentes desde cedo, e que estão tão arraigados que não somos capazes de removê-las?
Se vivemos aprendendo no decorrer de nossas vidas, mudando nossa visão sobre várias coisas, constantemente, qual o sentido de sermos tão inflexíveis com estas tais “verdades absolutas”?
Já acreditei em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e até em cegonhas que traziam os bebês para seus pais. Mas tudo passa e mudei de opinião, acredito que para aquela fase de minha vida, estas histórias foram necessárias para que eu sonhasse.
Hoje, apesar de adulta, ainda acredito em sonhos, eles servem para nos dar esperança, para nos impulsionar. Quem não sonha, não tem expectativas, portanto, vive num mundo opaco, sem cor e sem graça, onde a realidade esmaga qualquer manifestação dos sonhos.
Quem define o que é certo e errado?
Quem dita as leis e regras de nossas vidas?
“Nós mesmos”.
Se temos este poder, então porque não desmistificamos as ditas verdades absolutas e repensamos se elas realmente valem a pena serem mantidas?
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Se...
Se eu fosse falar algo sobre mim, diria que estou em busca...
Busco uma nova vida, uma estrada menos complicada e mais simples...
Busco coisas simples, como acordar pela manhã e se encantar com o nascer do sol e de um novo dia...
Busco harmonia, paz de espírito e o equilíbrio que tanto preciso...
Busco o prazer nas pequenas coisas, como vislumbrar minha filha vindo em minha direção e me abraçar sem nenhum propósito...
Busco ter a capacidade de um sorriso fácil diante das coisas da vida, um “Bom Dia” qualquer, uma criança gargalhando, um cachorro rodando atrás de seu próprio rabo...
Busco uma paixão, do tipo que te faz acordar no meio da madrugada, feliz, só por saber que a pessoa existe, aquela que faz seu coração pular no peito quando a pessoa se aproxima...rir facilmente de suas piadas bobas, seus olhares serenos e sorriso encantador...
Busco porque sei que todas estas coisas existem e são possíveis...
Busco por que acredito e quero apenas “me sentir viva”...
Busco uma nova vida, uma estrada menos complicada e mais simples...
Busco coisas simples, como acordar pela manhã e se encantar com o nascer do sol e de um novo dia...
Busco harmonia, paz de espírito e o equilíbrio que tanto preciso...
Busco o prazer nas pequenas coisas, como vislumbrar minha filha vindo em minha direção e me abraçar sem nenhum propósito...
Busco ter a capacidade de um sorriso fácil diante das coisas da vida, um “Bom Dia” qualquer, uma criança gargalhando, um cachorro rodando atrás de seu próprio rabo...
Busco uma paixão, do tipo que te faz acordar no meio da madrugada, feliz, só por saber que a pessoa existe, aquela que faz seu coração pular no peito quando a pessoa se aproxima...rir facilmente de suas piadas bobas, seus olhares serenos e sorriso encantador...
Busco porque sei que todas estas coisas existem e são possíveis...
Busco por que acredito e quero apenas “me sentir viva”...
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Para você...
Não tenho muito a oferecer, a não ser eu mesma.
Não tenho bagagem, não tenho dinheiro, nem tenho passado, tenho apenas a mim...
Não tenho histórias, nem alegres e nem tristes, para te contar. Deixei tudo para trás.
Meu palácio foi trancado e esquecido, e lá ficaram minhas riquezas e minhas lembranças. Não carrego mais nada, pois nada mais me serve agora.
Sigo em frente, de cabeça erguida, olhos bem abertos e passos firmes, levando comigo só minha vontade, minha fé e minha força.
Não ofereço perigo algum, tampouco tenho medo e arrependimentos. Abandonei minhas incertezas, minhas inseguranças e indecisões.
Agora, viajo no tempo, vivendo um dia de cada vez, não desperdiçando nenhum minuto, pois o tempo é um presente valioso.
Não sei quem fui e tampouco quem serei, sei apenas quem sou agora. Deixo o vento me levar e os sentidos me guiarem.
Sei que nada é eterno e que tudo é passageiro.
Mas se quiser, agora, posso ser sua...
Não tenho bagagem, não tenho dinheiro, nem tenho passado, tenho apenas a mim...
Não tenho histórias, nem alegres e nem tristes, para te contar. Deixei tudo para trás.
Meu palácio foi trancado e esquecido, e lá ficaram minhas riquezas e minhas lembranças. Não carrego mais nada, pois nada mais me serve agora.
Sigo em frente, de cabeça erguida, olhos bem abertos e passos firmes, levando comigo só minha vontade, minha fé e minha força.
Não ofereço perigo algum, tampouco tenho medo e arrependimentos. Abandonei minhas incertezas, minhas inseguranças e indecisões.
Agora, viajo no tempo, vivendo um dia de cada vez, não desperdiçando nenhum minuto, pois o tempo é um presente valioso.
Não sei quem fui e tampouco quem serei, sei apenas quem sou agora. Deixo o vento me levar e os sentidos me guiarem.
Sei que nada é eterno e que tudo é passageiro.
Mas se quiser, agora, posso ser sua...
sábado, 6 de outubro de 2007
Prazeres possíveis.
Ela, ainda com a toalha de banho enrolada em seu corpo, ansiosa tentava se maquiar. Sua cabeça fervilhava, pensava que esta louca. Mas se de fato estava, que loucura maravilhosa era aquela.
Borrifou em algumas partes do corpo seu perfume preferido, aquele que só usava em ocasiões especiais. Pegou no armário o melhor conjunto de lingerie, na cor preta e muito sexy. Olhou-se no espelho e aprovando a imagem, sorriu de volta para o próprio reflexo. Pôs o vestido escolhido cuidadosamente, vestiu as sandálias de salto muito alto, deu mais uma olhada no espelho e satisfeita saiu do quarto.
Enquanto aguardava a chegada dele, preparou uma taça de vinho branco bem gelada, sentou-se na elegante poltrona e ficou bebericando a deliciosa bebida.
Passados alguns minutos, a campainha tocou anunciando a sua chegada. Ela dirigiu-se à porta ajeitando o vestido, abriu devagar e deparou-se com aquele sorriso marcante, que só ele era capaz de dar.
Ele passou pela porta sem tirar os olhos dela, fez uma longa verificação de seu corpo e com os olhos marotos, puxou-a para si. Deu-lhe um beijo arrebatador, como se fosse a última vez que a beijaria. Ela quase perdeu a noção de tempo e espaço, suas pernas ficaram bambas, mas ainda assim se afastou dele, trancou a porta e lhe ofereceu uma bebida.
E ele, com um olhar intenso e determinado, recusou a bebida, pegou-a em seus braços e foi diretamente para o quarto. Depositou-a na cama e olhando fixamente para ela, foi se despindo. Enquanto ela pensava em todas as coisas que havia preparado para aquela noite, ele se deitou sobre ela e começou a beijar sua boca, pescoço, colo, até chegar ao decote do vestido. Ela lhe ajudou a tirar a peça, jogando-a para longe junto com os pensamentos anteriores. O que importava agora, era só aquele imenso prazer que sentia.
Borrifou em algumas partes do corpo seu perfume preferido, aquele que só usava em ocasiões especiais. Pegou no armário o melhor conjunto de lingerie, na cor preta e muito sexy. Olhou-se no espelho e aprovando a imagem, sorriu de volta para o próprio reflexo. Pôs o vestido escolhido cuidadosamente, vestiu as sandálias de salto muito alto, deu mais uma olhada no espelho e satisfeita saiu do quarto.
Enquanto aguardava a chegada dele, preparou uma taça de vinho branco bem gelada, sentou-se na elegante poltrona e ficou bebericando a deliciosa bebida.
Passados alguns minutos, a campainha tocou anunciando a sua chegada. Ela dirigiu-se à porta ajeitando o vestido, abriu devagar e deparou-se com aquele sorriso marcante, que só ele era capaz de dar.
Ele passou pela porta sem tirar os olhos dela, fez uma longa verificação de seu corpo e com os olhos marotos, puxou-a para si. Deu-lhe um beijo arrebatador, como se fosse a última vez que a beijaria. Ela quase perdeu a noção de tempo e espaço, suas pernas ficaram bambas, mas ainda assim se afastou dele, trancou a porta e lhe ofereceu uma bebida.
E ele, com um olhar intenso e determinado, recusou a bebida, pegou-a em seus braços e foi diretamente para o quarto. Depositou-a na cama e olhando fixamente para ela, foi se despindo. Enquanto ela pensava em todas as coisas que havia preparado para aquela noite, ele se deitou sobre ela e começou a beijar sua boca, pescoço, colo, até chegar ao decote do vestido. Ela lhe ajudou a tirar a peça, jogando-a para longe junto com os pensamentos anteriores. O que importava agora, era só aquele imenso prazer que sentia.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Você sabe o que é melhor para você?
Se você sabe, está de parabéns!
Eu, honestamente, vivo ao tropeços e trombadas com meu ego. As vezes sendo "eu" a fazer a escolha e outras (muito mais) o "ego". Antes, realmente acreditava que ele era meu parceiro, "meu chapa", mas com o tempo e prestando muita atenção, percebi que ele é mais "juiz" do que amigo. É como um cara inconveniente que acha que está sempre certo e vive ditando regras.
É como uma espécie de termômetro, medindo o tempo todo os "certos" e os "errados".
Porém, o meu "eu" está com o saco cheio de regras, elas são chatas, restritivas e cansativas, existem com a única finalidade de nos podar, deter nossos impulsos instintivos, para que depois cheguem as celebres perguntas:
- Porque não fiz?
- Porque não fui?
- Porque não deixei rolar?
Assim, apresento-lhes o majestoso EGO, que se desaparecer de minha vida, certamente saberei e farei o que é melhor para mim.
ps.: Sem julgamentos....
Eu, honestamente, vivo ao tropeços e trombadas com meu ego. As vezes sendo "eu" a fazer a escolha e outras (muito mais) o "ego". Antes, realmente acreditava que ele era meu parceiro, "meu chapa", mas com o tempo e prestando muita atenção, percebi que ele é mais "juiz" do que amigo. É como um cara inconveniente que acha que está sempre certo e vive ditando regras.
É como uma espécie de termômetro, medindo o tempo todo os "certos" e os "errados".
Porém, o meu "eu" está com o saco cheio de regras, elas são chatas, restritivas e cansativas, existem com a única finalidade de nos podar, deter nossos impulsos instintivos, para que depois cheguem as celebres perguntas:
- Porque não fiz?
- Porque não fui?
- Porque não deixei rolar?
Assim, apresento-lhes o majestoso EGO, que se desaparecer de minha vida, certamente saberei e farei o que é melhor para mim.
ps.: Sem julgamentos....
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Eu vou...
Se navegar é preciso, então quero me juntar aos loucos desbravadores e assim partir em busca do desconhecido.
Eu vou...
Vejo a minha frente, tantos caminhos, tantas possibilidades, tantas escolhas. Quero ir e deixar o medo para trás.
Eu vou...
Minhas pernas me levarão.
Olho para o mundo, da janela do quarto, posso sentir mais do que ver, as coisas acontecendo incansavelmente e ininterruptamente. O mundo não pra, não espera por ninguém e nem faz concessões.
Então, eu vou...
Deixo minhas velhas roupas, meus antigos sapatos, meus discos gastos de tanto tocar. Deixo minha pequena e confortável cama, minha poltrona preferida, com seu tecido gasto e desbotado, toda minha zona de conforto.
Deixo minhas fotos, meus filmes e minhas poucas coisas de valor. Tranco a porta e levo comigo apenas o que necessito, só o essencial.
Jogo as chaves no lixo, não voltarei mais e mais nada me pertence.
Eu vou...
Vou de coração e alma livres.
Minhas pernas me levarão...
Eu vou...
Vejo a minha frente, tantos caminhos, tantas possibilidades, tantas escolhas. Quero ir e deixar o medo para trás.
Eu vou...
Minhas pernas me levarão.
Olho para o mundo, da janela do quarto, posso sentir mais do que ver, as coisas acontecendo incansavelmente e ininterruptamente. O mundo não pra, não espera por ninguém e nem faz concessões.
Então, eu vou...
Deixo minhas velhas roupas, meus antigos sapatos, meus discos gastos de tanto tocar. Deixo minha pequena e confortável cama, minha poltrona preferida, com seu tecido gasto e desbotado, toda minha zona de conforto.
Deixo minhas fotos, meus filmes e minhas poucas coisas de valor. Tranco a porta e levo comigo apenas o que necessito, só o essencial.
Jogo as chaves no lixo, não voltarei mais e mais nada me pertence.
Eu vou...
Vou de coração e alma livres.
Minhas pernas me levarão...
Minha Fortaleza...
Conforme seguia em passos indecisos a caminho do portão de saída, sentia que as pedras que sustentavam o chão, iam aos poucos ruindo. Pareciam areias movediças, que afundavam com meu peso. Senti um enorme pavor de cair em um buraco desconhecido, profundo e totalmente escuro. Apressei meus passos, pois as pedras logo atrás de mim iam desaparecendo e tinha que correr para evitar minha própria ruína. O portão de saída, que antes me parecia tão próximo e acessível, de repente tornou-se inalcançável. Corri desesperadamente em sua direção, mas como num pesadelo, não conseguia chegar até ele. Naquele momento, meu cansaço era tanto que tive vontade de sucumbir e me deixar sugar para baixo, juntamente com as pedras que caiam rapidamente. No entanto, algo dentro de mim gritava a plenos pulmões que eu reagisse e me esforçasse para seguir em frente.
E assim, superando meus limites, busquei uma força e uma determinação que jamais achei que possuía, corri como louca em direção ao portão e consegui chegar. Porém, quando minhas mãos tocaram a maçaneta e olhei para trás, para aquela antiga fortaleza tão conhecida e em que vivi anos a fio, e fui assaltada por uma profunda tristeza em abandonar aquele lugar, hesitei em abrir o portão por alguns minutos, mas vendo que tudo ia por água abaixo, tomei a decisão de enfrentar o desconhecido. Respirei fundo e com o coração em pedaços abri o portão e com os olhos fechados me atirei para fora. Quando senti o chão duro sob minhas costas, abri lentamente os olhos e vi minha fortaleza se desfazendo por completo, como se nunca houvesse, de fato, existido.
Armei-me de toda minha coragem para levantar, virei para frente e vislumbrei um imenso vale, com diversas trilhas diferentes e completamente desconhecidas para mim. Senti medo de me mover, mas sabia que era preciso. Fechei novamente os olhos e deixei que minha intuição guiasse meus passos, seguindo em qualquer direção. Assim continuei por algum tempo até ter a coragem de abrir os olhos e ver o que havia adiante. Para minha surpresa, a minha frente estendia-se um caminho ladeado por lindas flores coloridas e perfumadas. Pude sentir uma agradável brisa e meu coração se confortou, pois tive a sensação de que dali para frente, mesmo sem minha fortaleza, eu estaria segura.
E assim, superando meus limites, busquei uma força e uma determinação que jamais achei que possuía, corri como louca em direção ao portão e consegui chegar. Porém, quando minhas mãos tocaram a maçaneta e olhei para trás, para aquela antiga fortaleza tão conhecida e em que vivi anos a fio, e fui assaltada por uma profunda tristeza em abandonar aquele lugar, hesitei em abrir o portão por alguns minutos, mas vendo que tudo ia por água abaixo, tomei a decisão de enfrentar o desconhecido. Respirei fundo e com o coração em pedaços abri o portão e com os olhos fechados me atirei para fora. Quando senti o chão duro sob minhas costas, abri lentamente os olhos e vi minha fortaleza se desfazendo por completo, como se nunca houvesse, de fato, existido.
Armei-me de toda minha coragem para levantar, virei para frente e vislumbrei um imenso vale, com diversas trilhas diferentes e completamente desconhecidas para mim. Senti medo de me mover, mas sabia que era preciso. Fechei novamente os olhos e deixei que minha intuição guiasse meus passos, seguindo em qualquer direção. Assim continuei por algum tempo até ter a coragem de abrir os olhos e ver o que havia adiante. Para minha surpresa, a minha frente estendia-se um caminho ladeado por lindas flores coloridas e perfumadas. Pude sentir uma agradável brisa e meu coração se confortou, pois tive a sensação de que dali para frente, mesmo sem minha fortaleza, eu estaria segura.
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