quinta-feira, 24 de maio de 2007

Em busca da terra do nunca....

Passamos muito tempo de nossas vidas buscando algo que de fato não existe.
Buscamos incessantemente um lugar de maravilhas infinitas e felicidades intermináveis.
Quanta expectativa acumulamos nesta vida... Esperando sempre que tudo seja da forma que assistimos nos filmes e lemos nos livros... Acreditando que num piscar de olhos, tudo se transformará em paraíso.
Só que, com o passar do tempo, acabamos descobrindo, com nossos próprios erros e julgamentos, que as coisas não são bem assim... O tão almejado paraíso não é exatamente como desejamos que seja. Muitas vezes ele se apresenta de formas diferentes e em tempos diferentes. Leva-se muito tempo para descobrir isso.
Aquilo que buscamos, que desejamos, que queremos muito, depende única e exclusivamente de nós mesmos. Somente nós podemos nos fazer felizes, somente nós acharemos por conta própria a felicidade e a paz de espírito, pois somente nós temos este poder.
As lições e exemplos da vida, estão aí, a nossa frente, em todas as circunstâncias, lugares e acontecimentos, para comprovar que o primeiro passo é nosso.
Quando deixarmos cair as cortinas da ilusão e enxergar com os olhos da alma, veremos que nem tudo está perdido, não existe a terra prometida, mas sim o dia-a-dia que construímos para nós.
O que existe realmente é o agora e o que decidimos fazer com ele, para valorizarmos o que é importante e essencial às nossas vidas.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Olhos nos olhos.

Me olho no espelho pela manhã e vejo alguém que não conheço. O rosto amassado, o cabelo desalinhado, o pijama todo torto e os olhos (ah... esses sim são os grandes vilões), estão opacos, sem brilho e sem vida. Que horror!
Arregalo bem os dois e procuro minuciosamente as características que antes eu via, tais como, alegria, vivacidade, entusiasmo e muito brilho....
Sei que estão lá, em algum lugar, pois as coisas não se perdem assim, de uma hora para outra...
Fixo tanto meu olhar no espelho que meus olhos ficam ardentes e cansados, mas resolvo não esquentar com isso, melhor tomar um banho relaxante, vestir uma roupa bonita e me maquiar, para melhorar o visual.
Tudo feito, volto ao espelho e, para minha surpresa, os mesmos olhos se refletem! Mas que droga! Dane-se! Meio aborrecida sigo meu dia.
Porém, no decorrer do período, isso não me sai da cabeça. Em algum momento me lembro que li ou ouvi algo assim " Os olhos são o espelho da alma " e em choque percebo que realmente é isso que me incomoda, o problema não é externo, mas sim o que vem de dentro de mim. Procuro recordar qual foi a última vez que vi meus olhos brilharem, mas não consigo me lembrar... O que foi que aconteceu?
Praticamente em pânico, decido que não quero mais esta situação. Pego as páginas amarelas e busco desesperadamente um terapeuta, psicólogo, psiquiatra, ou qualquer pessoa que me ajude.
Mas alguns momentos depois, recebo um e-mail vindo de uma amiga (inclusive é a mesma que escreveu o texto abaixo sobre liberdade " a Marta"), respiro fundo e presto atenção a mensagem e para meu conforto, era exatamente o que eu precisava ouvire também ler o texto que ela escreveu. Coisas simples como a liberdade de dirigir, ter amigos, bater papo, etc...
Assim, quando olhar meus olhos novamente no espelho, lembrarei da mensagem e tenho absoluta certeza de que serão os velhos olhos brilhantes e cheios de entusiasmo que verei!

Liberdade e dependência

Liberdade pra mim é sinônimo de leveza. Liberdade não é simplesmente poder ir e vir, não é simplesmente poder fazer algo, a liberdade está ligada a sensação de leveza que esse caminhar ou esse fazer te causa.

Já que esse espaço é pra chapar nas idéias, vou viajar nessa minha grande dúvida da vida. A dependência que eu tenho da liberdade e da dependência que tenho das coisas que me causam essa sensação de leveza e de liberdade.

To sem carro há aproximadamente 40 dias e descobri o quanto sou dependente do meu carro. Mas, não exclusivamente do carro, de um determinado carro. Mas, da sensação de leveza e liberdade que dirigir me proporciona. Eu posso ir e vir pra onde quiser, de taxi, de avião, de metro, whatever. Mas, nada se compara à sensação de poder ir e vir com meu próprio carro. Sem meu carro decido não ir e fico presa. Presa pelo que eu mesma determinei por liberdade.

Outro dia rodei 2000 km porque optei por viajar de carro e não de avião, alguns ficaram me achando uma doida, outros ficaram preocupados com o meu cansaço ou com os riscos da viagem. Eu simplesmente adorei! No final até estava um pouco fisicamente cansada, mas estava leve, livre. Vai entender!

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Renascer

Há momentos na vida em que nos sentimos profundamente sozinhos, deixamos que a angústia tome conta de nosso coração, nossa alma e nossa vida. Então, parece que nada mais tem graça, nada tem luz e nem brilho. Não conseguimos nos mover, nem sorrir, nem deixar que o Sol ilumine nosso caminho. Os dias são todos nublados, chuvosos e frios.
Porém, apesar de tudo que nos faz sentir isso, a vida continua, ela está ai, só esperando que façamos nossa parte.
E qual é nossa parte?
É apenas deixarmos que os pensamentos e sentimentos ruins irem embora. Expulsá-los de nossa mente, não aceitá-los mais como nossos.
Faz-se necessário que acreditemos na vida, no divino milagre que se mostra todos os dias, todas as horas e todos os momentos. Basta olharmos para todos os lados com os olhos do coração e ver quanta vida existe por ai, quanta beleza. O Universo nos mostra infinitas possibilidades.
Contudo, sei que as coisas não são tão simples, mas precisamos crer, precisamos seguir o único caminho possível... Sempre em frente... Sempre em busca da felicidade e da realização.
Vamos renascer!

quarta-feira, 2 de maio de 2007

A Flor.

Seguia eu, pelo caminho mais longo do parque, quando imersa em meus pensamentos, ouvi um ruído vindo de uma das árvores. Olhei com atenção na direção do som e percebi que o vento sacudia os galhos da árvore e ela lançava ao chão algumas de suas flores e folhas.
Fiquei admirando uma das belas flores amarelas, que flutuando e girando no ar, ia em direção ao chão. Segui o trajeto lento e gracioso da flor e estendi o braço no momento em que ela chegaria ao chão e ela delicadamente pousou na palma de minha mão. Ela era majestosa e bela, de um vibrante amarelo e trazia consigo uma pequena folha verde clara presa a seu cabo.
Fiquei maravilhada com a beleza daquela flor e resolvi levá-la comigo. Tomei a trilha novamente e prossegui com meu passeio até o fim do parque.
Contudo, ao chegar no portão de saída, notei que a flor havia murchado, assim como sua pequena folha, perdendo grande parte de sua beleza. Ela deixou a vibrante cor para tornar-se meio escurecida e sem brilho.
Naquele momento, percebi que a beleza e pureza daquela flor, estavam exatamente no fato de fazer parte da grande árvore, que em harmonia, uma completava a outra. E a natureza, perfeita no ciclo da vida, havia desprendido a bela flor, pois seu tempo ali havia se acabado e já era a hora da transformação.