segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Maturidade



“Aprendi com a primavera a deixar-me cortar e voltar sempre inteira.”
(Cecília Meireles)

Quantas primaveras são necessárias para compreender, um pouco que seja, esta vida confusa? Já acumulei algumas nesta minha vida, mas ainda me ocupo com a tentativa de decifrar as mensagens deixadas com os anos.
Até hoje, tive longos e rigorosos invernos, onde vivi em reclusão e meditação. Cada um deles com sua parcela de ensinamentos. Cada um com seu significado próprio. E todos com a profunda sensação de que estava me transformando.
Talvez, apenas talvez, eu tenha que viver mais atenta ao outono, que em seu aconchego me traga lições mais amenas. Nada muito profundo, ou cheio de dilemas. Sem muitas filosofias e crises existencialistas.
E assim, com a experiência de tantas estações vividas, possa entregar-me mais ao verão. Este cálido momento da vida.

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